Vamos falar de amor? Não minha intenção fazer demagogia sobre a melhor forma de amar. Nem tão pouco abordar os relacionamentos do ponto de vista científico, doutrinal, ou baseado em modas e conjunturas da nova sociedade.
Irei abordar os relacionamentos das pessoas no seu quotidiano, em casa, na rua, no trabalho, em suma na vida de cada um.
Uns serão relacionamentos que nos apraz ouvir, ler, sentir e que têm um valor inestimável.
Outros passam por um prisma onde não existem valores necessários e básicos entre as pessoas.
Eu costumo dizer a todos aqueles que me procuram com a intenção de obterem uma ajuda, um caminho, uma direção de vida que cada ser humano nasce precisamente no dia e na hora exata, em que os planetas no céu se encontram em harmonia exata com o karma emocional e relacional de cada ser.
Existem casos que nos marcam a memória, o pensamento e a alma, existem relacionamentos que seguem o caminho de rumo a felicidade assim como outros à destruição.
Quantos relacionamentos vêm pela amizade, pelo amor, pela paixão, pelo conhecimento, pela sabedoria, pela empatia, pelo inesperado por carência …?! Quantos?!
O caminho que segue sem roturas exige uma vontade e uma consciência férrea para que o percurso de cada um, em cada etapa, seja o necessário para se atingir um relacionamento emocional “ luminoso “ isto é que preencha e nos encha os espaços vazios, ocos, de muitos instantes.
Existem relacionamentos onde não dançam as emoções! As emoções não existem em muitos relacionamentos. Existem, apenas, trocas de palavras.
Também há relacionamentos com a emoção que passam pela dureza da frontalidade mas são verdadeiros.
Vou abordar um pouco de todos os relacionamentos que passaram ou entraram na minha vida, passaram nos meus olhos, pelos meus ouvidos através de consultas, amigos, conhecidos mas, que por alguma razão no tempo e no espaço me marcaram.
Relacionamentos, emoções, empatia, simpatia, e antipatia são palavras que fazem parte da evolução ou das revoluções amorosas.
Tantos erros, tantas folhas, quando a vida escorrega com leveza, sem pensamentos, sem palavras, sem obra …
Temos que estar atentos aos momentos da vida que, implicitamente, tem a ver com a vida de todos aqueles que amamos.
Relacionarmo-nos porque nos aparecem outros, ou porque outros nos procuram, ou porque procuramos, continuadamente, algo de bom para nós.
Todos procuram o amor, todos querem o amor, todos falam de amor.
Como nada acontece por acaso, nem existem coincidências cada ser humano está sempre na hora certa, no sítio exato, e vamos sempre atrair a pessoa certa para nos fazer viver todos os nossos nós de dor, as nossas inseguranças, os nossos medos.
Não devemos esquecer nunca os que connosco interagem. Se assim não fizermos, os relacionamentos transformam-se em silêncios absurdos, que não nos trazem paz, verdade, amor, amizade e felicidade.

Um dos aspetos mais importantes na nossa vida é o dos relacionamentos que temos uns com os outros. Relacionar significa estabelecer uma comunicação, uma ponte entre as pessoas, que as une através de um propósito ou objetivo.
Cosmicamente, relacionar significa restabelecer a união entre todos, valorizando os pontos de contacto e as afinidades entre as pessoas. Este é o verdadeiro sentido da comunicação.
Porém, fora deste âmbito de consciência, relacionar pode ser, apenas, uma forma de nos servirmos de alguém, por forma a concretizar os nossos interesses ou desejos. Nesta dimensão, obter torna-se o grande propósito do relacionamento.
Dar passa a ser a moeda de troca, através da qual pagamos aos outros o seu serviço, a sua atenção, o seu esforço ou sacrifício, para nos agradar. Quantos de entre nós podem dizer que amam sem contrapartidas?
Quantos de entre nós podem desfrutar de uma relação livre de obrigações e compromissos, de sacrifícios ou condenação?
Enquanto olharmos para os relacionamentos como uma forma de nos ressarcirmos das necessidades que julgamos ter, jamais iremos sentir verdadeiro amor e alegria.
Somente quando aceitamos mudar o objetivo dos relacionamentos, podemos, finalmente, desfrutar de todas as coisas boas que eles nos podem oferecer: a paz, a plenitude, a satisfação e a segurança. Relacionar de forma equilibrada e natural pressupõe que desejamos, acima de tudo, que no relacionamento encontremos os pontos de união que permitam transcender as diferenças e a separação. Dar, ou seja, partilhar, passa então a ser a razão de ser para nos relacionarmos.
Hoje é o melhor dia para mudarmos a forma como olhamos para os outros com quem nos relacionamos! Hoje podemos decidir que dar e partilhar com eles é muito mais importante do que obter deles o que quer que seja! E nesta simples prática está a chave  para a felicidade!

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